Abriu-se para mim
As cortinas da alegria
Já fazia tempo que eu não via
A beleza inconstante da vida.

De repente,
Me vejo apreciando cada gota de chuva
Compondo a melhor canção do dia.

De repente,
Eu percebo,
Que nada muda,
Nada mudou,
Mas eu me sinto bem
Como há muito tempo eu não sentia.

A existência encontrou um lugar
Um recanto para descansar
E por lá, exalta cantos em euforia
A melancolia foi-se com o pessimismo,
Destrancando portas para estradas antes desconhecidas
Abrindo caminhos antes sem saída.

Somam-se sonhos
Delírios e fantasias.
Nascem prosas poéticas
Crônicas e contos.

O dia já não pesa sobre minhas costas
Nem a angústia me persegue sombria
A inconformidade dá espaço para a inspiração
Tecendo palavras que cantam suas indignações
Diante de tanta sujeira, competitividade
Frieza, hostilidade e apatia.

Cansei de carregar todas as dores deste mundo
A indiferença foi-se entre as pessoas de espíritos podres
Cheirando mal o ar que ainda respiro.

Ainda exalam ignorância, preguiça e prepotência
Na tentativa de se manter no cargo de controle
Manipulando a massiva inocência
Aprisionando mentes em um mundo doente de tantas mentiras.

Mas o sol ainda surge
A lua ainda brilha
E as estrelas enfeitam o céu
Numa grande coreografia.

O universo habita em nós
Com todo o seu caos e harmonia.

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