A chuva demorou a cair
As ruas estavam secas
E as flores,
Sem beleza.

O sol demorou a sair
As pessoas estavam sedentas
O céu estava se sufocando
Os rios estavam secando.

Ao descer sobre nós
Sua nua e crua melodia
A chuva trouxe de novo
Um pouco de contato humano
Um resquício da humanidade perdida.

Ouve-se conversas sobre o tempo
Há quanto tempo não chovia!
Prefiro sol do que a chuva
Ah, prefiro o frio que congela os nossos corpos
Mas abre-se frestas para os pensamentos
Trazendo calmaria e calor para a alma
Aquecendo e adormecendo os nossos olhos.

É Deus chorando de descontentamento.
Ah, é Deus fertilizando os sertões!
Inspirando os sertanejos!

Eu calo a minha voz e agradeço
Sento na calçada molhada
E espero que a chuva traga com a sua melancolia,
O vento.

Pois o mundo continua o mesmo
Um vendaval furioso a tanger com a diária falsidade,
Os nossos sentimentos.

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