Texto de Joana Plaza Pinto, publicado originalmente na Revista Cult.

O gênero é performativo? A sexualidade é performativa? A performatividade produz o corpo? Efeitos performativos podem ser ou tornarem-se efeitos materiais?

A atriz Julie Andrews em cena de A atriz Julie Andrews em cena de “Victor ou Victória”, longa de 1982

Arrisco, aqui, a traçar um percurso dessa palavra em sua obra, dentro dos limites que o espaço deste artigo e meu conhecimento permitem. O risco é inerente ao se contar uma estória, ao se produzir significado: a cada repetição, há alteração. Essa ideia derridiana, no pano de fundo do percurso de uma palavra cunhada pelo inglês J. L. Austin, é uma margem contagiante das ideias da pensadora sobre o performativo.

Em sua veia intelectual “promíscua”, como a própria autora diz, a performatividade é um conceito em desenvolvimento, mutante de sua própria performance teórica, política e editorial, uma instabilidade legada obliquamente de Austin e de sua obra “paciente…

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