Ele criou um personagem virtual para enganar o colega estranho. Passou a alimentá-lo todos os dias. Já não sabia se ele era um personagem ou se o personagem era ele. O jogo deu certo. O colega estranho está sendo totalmente enganado. Ele se diverte ao lado de seu amigo inseparável. Os covardes nunca andam sozinhos.

Diego e Rafael são muito amigos, mas não ao ponto de verbalizarem seus verdadeiros desejos mútuos velados. Através de suas vidas virtuais, eles colocam em prática todos os seus jogos perversos que socialmente seriam reprimidos ao tentar fazê-los.

Breno, o colega estranho, está se apaixonando pela personagem de Diego, a Jéssica. Diego está se aproveitando disso para explorar os seus desejos escusos. Coisa da qual Rafael teria muito nojo ao saber. Diego está cada vez mais obcecado por Breno. Marca um encontro para Breno conhecer a Jéssica, mas deixa o laptop aberto com toda a conversa exposta na tela do computador.

Rafael vai até a casa de Diego chamá-lo para jogar basquete. Ninguém atende e Rafael entra na casa do amigo. Não tem ninguém na casa além do pc aberto na sala de estar. Ele lê a conversa e não entende muito. Resolve ir ao encontro também. Lá ele encontra Diego explorando sexualmente o cadáver de Breno num misto de prazer e culpa. O desejo e a culpa se concretizam num gozo  altamente estético-suicida. Rafael não entende, mas consegue se sentir representado naquela cena.

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