Ele pegou a arma calibre 28 do seu pai escondido e resolveu. O alvo era o mesmo de sempre: aqueles que lhe dirigiam todo tipo de ódio desde que nasceu. Iria acabar com isso tudo de uma só vez, como sempre quis, há muito tempo. Da mãe sempre ouvira que “tudo que se faz aqui, aqui se paga”. Ela tem razão.

Colocou o uniforme e penteou o cabelo como sempre gosta de pentear, o que sempre gera a razão de chacotas o dia inteiro. Pegou uma maçã e colocou dentro da mochila. Foi até o quarto de sua mãe e lhe deu o beijo mais caloroso de todos estes 17 anos. Estava se sentindo aliviado.

Fechou a porta da sala e foi até a garagem. Pegou sua bicicleta e ajeitou sua mochila em suas costas.

Ao chegar à escola, já ouviu piadas de longe, como de habitual. Colocou o cadeado no arame da bicicleta e disparou contra os três rapazes brancos de classe média que o humilhavam desde que entrou no Ensino Médio. Deu mais um na garota que o chamava de “bichinha” por causa do seu cabelo. E por fim, deu mais um na diretora que humilhava um aluno em sua frente.

Sorriu.

Sentiu-se feliz pela primeira vez no mundo.

E deu mais um tiro.

Em si mesmo.

Este conto faz parte do livro ‘Contos pela Cidade – Almas aflitas no subterrâneo do concreto’ disponível para venda em download no site Amazon do Brasil. Clique aqui e adquira o seu exemplar por R$ 3,17 apenas : https://www.amazon.com.br/dp/B01K3OEU3A

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