Será a morte a única solução deste eterno sofrer?
Ainda há algumas razão em permanecer?
Há de fato, algum sentido em viver?
Ou tudo isso não passa de uma ilusão
Que eu criei para sobreviver?

Será eu, um covarde ou um insano insistente em prevalecer?
Por onde olho vejo semblantes cansados
Corações amargurados
Espíritos perturbados.

Até quando vou suportar a dor de enxergar
Tudo isso que eu jamais desejei ver?

Gente pobre
Gente triste
Gente passando fome
Gente no seu limite
Da angústia de acordar até o desespero de adormecer.

O outro dia não ajuda
Não alivia
Não traz consolo
Nem conforto
Nem a cura dessa infinita tortura.

Viver para quê?
Se a cada passo avançamos para mais perto da morte
Ou nos entorpecemos para esquecer?

Não há motivo
Nem resposta
Nenhum alívio.

Viver é um ato de resistência
Mas até quando eu vou fingir que estou vivo?

 

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