Eles acordam cansados da dor cega
Largam seus filhos numa casa militar
Onde a ignorância é a pauta permanente
Para o progresso de um sistema entorpecente.

O carro no asfalto é dirigido pela fúria
De quem se odeia por muito obedecer
O pedestre atravessa fora da faixa
Ignorando sua própria vida

Nunca descoberta
Ainda desconhecida.
Ainda escurecida e cinzenta
Está plastificada em receitas
De felicidades comerciais
Com prazos de validade
Enquanto durar o estoque
Da tirana publicidade.

E nesse labirinto cheio de placas e regras
Abaixo de um sol que arde e queima
Somos gravetos seguindo os seus meros destinos
Onde a escuridão toma sua força na luz do dia
Nos conduzindo ao precipício de nós mesmos.

 

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