Quando a noite cai

E não me traz

A sua presença que aqui nunca se faz

Eu adormeço em meus lençóis molhados de solidão

Onde meu coração já não suporta mais

Esperar sua volta em meu profundo cais.

 

Quando a noite cai

E traz os ruídos dos ventos

O eco dos gritos dos meus pensamentos

Eu me desfaço em lágrimas e desespero

Nessa angústia que não acaba mais

Não acaba jamais.

 

Quando a noite cai

Mostrando a impotência da minha existência

E a chegada da iminente tristeza se faz

Eu desapareço dentro de mim mesmo

E pequeno me torno neste mundo decadente

Doente de maldade

E o vazio se faz presente em meu espírito

E eu não existo mais.

Talvez nunca mais.

 

Quando a noite cai

E novamente o frio se faz

Eu sonho em voar para sempre

Longe de tudo que me aprisiona aqui

Longe de tudo que me faz sangrar

Longe de tudo que destrói

A minha frágil e ingênua paz.

 

Quando a noite vai

E o sol chega trazendo uma nova possibilidade

Eu enxergo as sombras por detrás dos raios solares

E sinto que não posso mais.

Eu não suporto mais.

 

Quando a noite vai

Eu me pego sonhando com uma nova existência

Onde eu encontrarei o meu caminho de volta pra casa

E não temerei nada mais.

Nunca mais.

Janela2

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